sexta-feira, 30 de junho de 2017

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Insónia

"Os olhos dela salvaram-lhe a vida."


Já andava a sonhar com este livro antes de a editora O castor de Papel me ceder um exemplar. Por isso, muito obrigado! Insónia é o primeiro volume da Saga Night Walkers, que promete não desapontar!



Parker Chipp não é o adolescente normal a que estamos acostumados. Nem está lá perto. Tem dezasseis anos e já não dorme há quatro. Quero dizer, todas as noites se deita e adormece, mas, em vez de descansar, entra nos sonhos da última pessoa com quem trocou contacto visual.

Não lhe basta olhar para a pessoa, ela tem de o olhar nos olhos também. Pode até parecer engraçado, mas acreditem, a vida deste rapaz não era nada fácil.

À beira da loucura pela falta de sono e aterrorizado pelos efeitos que a mesma pode ter no seu corpo, Parker tem medo de morrer. Não é propriamente por si, sabe que, se morrer, poderá descansar eternamente, mas pela sua mãe e os seus amigos, Finn e Addie. Não os quer deixar sozinhos.

Tudo muda quando, um dia, ao regressar a casa após ter feito contacto visual com Finn, quase tem um acidente de carro. Num cruzamento distrai-se e quase choca contra o carro de Megan, como ela disse que se chamava. Nessa noite, entra nos sonhos dela e, incrivelmente, consegue descansar.

Mais tarde, numa assembleia de alunos, Jeff, o capitão da sua equipa de futebol, anuncia que a equipa feminina da escola terá um novo membro, Mia, a sua nova irmã adotiva. O espanto é grande quando Parker percebe que Megan é realmente Mia e que lhe tinha mentido.

Agora, precisa de falar com ela e olhá-la no olhos para poder entrar de novo nos seus sonhos e descansar. Quando não o consegue fazer, a privação de sono é exponencialmente pior do que antes e, por isso, torna-se quase obrigatório olhar para Mia antes de adormecer.

Quando coisas estranhas começam a acontecer e tudo aponta para Parker, este perde o controlo. Não sabe o que faz nem se é ele próprio quem aterroriza Mia, mas de uma coisa tem a certeza: isso tem de parar!

A princípio fiquei um pouco reticente com o livro. A descrição de um dos sonhos de uma pessoa com quem Parker fez contacto visual - um assassino - fez-me crer quase tratava de uma daquelas obras se Suspense, quase terror. Mas não, este livro é, na sua plenitude, um Young Adult. Claro que tem elementos de Suspense e reviravoltas espetaculares, mas não deixa de ser uma história jovem e cativante.

A escrita é extremamente simples e de fácil compreensão. Como as personagens se tratam de adolescentes, o seu discurso é sempre leviano e descontraído. Gostei particularmente do modo como Parker pensava, tratava-se de uma introspeção profunda, na qual residiam dúvidas cruciais.

Algo que me surpreendeu foi o facto de pequenos pormenores e acontecimentos alheios à ação principal, se juntarem, no final, e conferirem à história uma nova realidade. Abrem uma porta para as muito procuradas respostas e para novas perguntas.

Por vezes achei que a ação se tornava um pouco repetitiva - os cenários de perseguição, por exemplo -, mas nunca aborrecida. Este é um daqueles livros que nos fazem ficar acordados de noite, não porque assustem, mas porque despertam a curiosidade e cativam de forma excepcional.

Mia é uma personagem intrigante. Consegue ser estupidamente corajosa e, outras vezes, ficar aterrorizada com a mais pequena coisa. Esse pormenor fez-me um pouco de confusão, uma vez que a rapariga conseguia, por vezes, enfrentar Parker como se não tivesse dúvidas que o poderia derrotar e outras praticamente fugia com medo.

Com um final completamente inesperado e inacreditável, Insónia dá asas a uma coleção que parece, sem dúvida, não querer desapontar! Estou ansiosa para que os volumes seguintes sejam publicados!


Citação do Dia - 29/06/17

"O silêncio é o elemento no qual se formam as grandes coisas."

Maurice Maeterlinck

quarta-feira, 28 de junho de 2017

terça-feira, 27 de junho de 2017

A Bela e o Monstro

Para recordar...

Quem não se lembra de ver o filme A Bela e o Monstro? Penso que foi um marco na vida de todas as crianças e, agora, com a produção de um novo filme, ganhou, de novo, atenção por parte crianças e adultos.



Este tipo de histórias não são só para crianças, qualquer pessoa  de qualquer idade gosta de recordar um pouco da sua infância, outros, que nunca viram leram algo deste género, não deixam ficar encantados com a beleza desta história.

Jeanne-Marie Leprince de Beaumont Escreveu a mais conhecida versão de A Bela e o Monstro. Ao ler este livro, senti que faltava algo, talvez algumas personagens que me lembrava e que agora não apareceram. Trata-se de uma história muito simples, sem aqueles pormenores que aparecem nos filmes, por exemplo.

Isto, vim descobrir, deve-se ao facto de a versão original e, provavelmente, aquela que foi adaptado ao cinema, é da autoria de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve. 

Bem, relativamente a história não há muito que vos possa contar. Sabem que, sendo um livro tão pequeno(pelo menos nesta versão), qualquer informação pode ser um grande Spoiler.

Bela é uma rapariga simples, muito bonita e amável. Em tudo difere das suas irmãs, completamente cínicas, pretensiosas, mimadas e, digamos, feias. Tinha também três irmãos que a adoravam. Provinham todos de uma família rica, o seu pai era comerciante e, quando, um dia, parte para tratar de um negócio, as filhas pedem-lhe imensos acessórios de moda, bugigangas desnecessárias, tudo aquilo que uma pessoa fútil poderia querer. A pequena bela apenas a pede uma rosa.

O comerciante, enfrenta problemas durante a viagem, perde-se e encontra um castelo aparentemente abandonado. No entanto, a mesa está posta para ele comer, há comida para o cavalo, há uma cama para ele dormir. Por tudo, agradece ao misterioso anfitrião. 

A saída, encontra um canteiro de rosas. Lembra-se da promessa que fez a Bela e colhe uma flor para lhe dar. Nesse momento, aparece um monstro, que se sente ofendido pelo roubo da rosa. Diz ao velho homem que o tornará seu prisioneiro. A ele, ou à filha a quem rosa era destinada.

Voltando a sua casa para dar a notícia à família, Bela não aceita que o pai seja preso pelo seu pedido. Decide ir ao castelo do monstro para se tornar sua prisioneira. A partir daqui acho que não vos devo contar mais. Penso que todos, em parte, sabem o que acontece no final. No entanto não deixa de ser uma história linda para se ler em qualquer altura da vida.

Como devem imaginar, sendo este um livro para crianças, a linguagem é muito simples, onde predomina o diálogo e, apesar do que possam pensar, as personagens tratam-se na terceira pessoa, talvez pela época em que a história se está inserida. 

É um ótimo conto, no entanto, como já referi, senti que faltava algo, não há nenhuma referência aos vários objetos encantados, que na realidade seriam os criados do castelo que estavam enfeitiçados. A refeição simplesmente aparece na mesa, a cama simplesmente aparece feita. Nem sequer temos acesso a uma pequena visão do Chip, aquela pequena chávena lascada, tão famosa pela sua importância neste conto, bem não neste, mas, talvez, na sua versão alargada.

Apesar de tudo, esta obra transmite valores intemporais: a bondade, o altruísmo, o amor que não é baseado nas aparências, a importância da educação, algo completamente desprezado na época, pelo menos numa mulher.

Assim, recomendo vivamente a leitura deste, ou de outros livros parecidos, uma viagem à juventude e a contos escritos noutras épocas, mas que muito têm em comum com a nossa.

Citação do Dia - 27/06/17

"Nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente ímpeto de voar."

Helen Keller

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Citação do Dia - 26/06/17

"É tão honesto ser vaidoso consigo mesmo, como é ridículo sê-lo com os outros."


François La Rochefoucauld

sábado, 24 de junho de 2017

sexta-feira, 23 de junho de 2017

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Dois

A grande batalha...


Aphrodite e Gabriel estão juntos e apaixonados. Mas o mundo não é como eles querem e a vida não é fácil. Veem-se no meio de uma guerra, sem nunca saberem quando será dado o primeiro tiro se conseguirão sobreviver ao que se aproxima.



Estando hospedados no Palácio da Ordem, governo dos vampiros, o casal sofre com os imensos atentados que o seu amor tem sofrido.  Por Gabriel ser o instrutor de Aphrodite, não deveriam ter-se apaixonado e, por essa razão, têm de enfrentar o castigo. No entanto, os chefes da Ordem pretendem fazer deles um exemplo, para que nunca mais volte acontecer algo desse género.

Afrodite não tem apenas que se preocupar com uma guerra, mas também tem de manter Gabriel vivo. Robin, um dos Chefes da Ordem que, desde o início, aparenta gostar de Aphrodite, parece obcecado.  Foi visto a espreitar pela sua janela várias vezes e, agora, chega com uma proposta que a jovem não pode recusar: se ela terminasse a relação com Gabriel, ele seria poupado e o seu castigo atenuado.

A rapariga sabia o que tinha de fazer. Embora lhe custasse imenso, preferia ser infeliz a ver Gabriel ser morto apenas por se amarem. Assim, vê-se obrigada a ceder à chantagem de Robin, sofrendo como pensou nunca vir a sofrer.

Apollo, irmão de Aphrodite, transformado no final de Um, o primeiro volume da saga Anjos e Deuses, está, agora, a receber treino. Não há tempo para o ensinar a ser um guerreiro, irá apenas receber o treino básico sobre como ser vampiro, que também Aphrodite recebeu. No entanto, Robin, para irritar Aphrodite, decreta que o treino de Apollo não poderá ser terminado uma vez que a guerra está próxima.

Conseguirão os apoiantes da Ordem vencer a batalha e ganhar ao Núcleo? Não era apenas a vida dos vampiros que estava em causa, mas também a dos humanos, uma vez que o Núcleo pretendia escravizá-los e matar todos os que se opusessem.

Tal como aconteceu com Um, o primeiro volume desta coleção, Dois surpreendeu pela história e desiludiu pela escrita.

Impressionou-me o facto de a ação principal estar praticamente parada durante todo o livro e, mesmo assim, continuar a prender o leitor. A guerra iminente, durante a maior parte do livro, não passa mesmo disso, uma iminência. É como se este segundo volume se focasse mais na vivência diária das personagens do que na ação principal em si. O que não desgostei, devo dizer.

Fiquei completamente agarrada ao romance de Gabriel e Aphrodite e a todos aqueles que o pretendiam destruir, que não eram poucos. Gostaria de ter visto um pouco mais de Gabriel, a sua personagem é sempre vista pelos olhos dos outros e nunca ficamos a saber o que sente além daquilo que exterioriza.

A personagem que mais me surpreendeu, e não pela positiva, foi Apollo, o irmão gémeo de Aphrodite. Este rapaz nunca foi caracterizado como inteligente, mas nesta obra a sua estupidez e ingenuidade atingem níveis astronómicos. Deixa-se levar pelo inimigo, virando-se contra todos os que o querem bem e acreditando que a própria irmã o traiu, mesmo quando esta só pensa no seu bem.

Custa-me imenso ler um livro com ótimo potencial e uma boa história, mas com erros ortográficos. Há muitos erros neste livro, tornando, por vezes, a sua leitura complicada. Por exemplo, é comum encontrar-mos expressões do género: "Fiz todo o que podia", ou "o meu puder é". Às vezes tive mesmo que voltar atrás e ler novamente para conseguir compreender. 

Por outro lado, também ocorrem discrepâncias de género, número e sujeito. Muda o capitulo e passamos a ter a visão de Apollo em vez da de Aphrodite, mas isso não dura muito. Começa com Apollo na primeira pessoa e, no meio de frases, começamos a ver o mundo como Aphrodite, notando-se estas passagens de um sujeito para outro através de não concordância de verbos e pronomes, etc... Sem dúvida, o ponto mais fraco desta obra.

Não mudei a minha opinião relativamente ao primeiro volume, a história é muito boa, tornando-se mesmo viciante, mas, de cada vez que abria o livro para ler mais um pouco, ficava desiludida com a escrita que encontrava...

No entanto, tenho de esperar pelo último volume desta trilogia, desejando que a história mantenha o nível e que a escrita evolua, aumentando substancialmente a qualidade da obra. 

Em último lugar, quero agradecer à Chiado Editora por me ter cedido este exemplar de forma tão gentil!

"Quem se atreve?"


Citação do Dia - 22/06/17

"Não há nada constante no mundo, excepto a inconstância."


Jonathan Swift

quarta-feira, 21 de junho de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Passatempo - Parceria Saída de Emergência

Saída de Emergência

O The Book Chimera tem o prazer de anunciar parceria com a editora Saída de Emergência! Assim, trago-vos, em conjunto com esta editora, um novo passatempo! 



Desta vez envolve um livro de Robin Hobb: "O assassino do Bobo". Deixo-vos agora a sinopse e, mais abaixo, vão encontrar os passos para participarem neste passatempo.


"Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é

FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais.

Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja sempre forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual…"
Se quiserem um exemplar deste livro podem habilitar-se a ganhar um ao participar neste passatempo. Basta seguirem as regras! 

  • Preencher o seguinte formulário:

Este passatempo estará aberto até dia 31 de julho de 2017, sendo apenas permitida uma entrada por pessoa. Apenas poderão participar pessoas residentes em Portugal continental e ilhas. 

Devo frisar que o blogue e a Saída de Emergência não se responsabilizam pelo possível extravio do prémio na transportadora. Apenas serão sujeitos ao sorteio os participantes que cumprirem todas as regras. 

O sorteio será aleatório, utilizando a plataforma Random.org e o vencedor será contactado por e-mail para a confirmação da morada de envio do prémio.


Boa Sorte!


Citação do Dia - 19/06/17

"Ninguém pode pronunciar-se acerca da sua coragem quando nunca esteve em perigo."


François La Rochefoucauld

domingo, 18 de junho de 2017

Citação do Dia - 18/06/17

"A melhor maneira de lidar com os outros é tomá-los por aquilo que eles acham que são e deixá-los em paz."


António Lobo Antunes

sábado, 17 de junho de 2017

A Herança Perdida

Um mar de vidas...


Olá! Hoje tenho para partilhar convosco um livro chamado A Herança Perdida, da autora Katie Agnew. Este livro foi-me gentilmente cedido pela Quinta Essência, uma chancela Leya, por essa razão, deixo um enorme obrigado à editora!


Em A Herança Perdida somos apresentados à vida de Sophia Beaumont-Brown, uma jovem rapariga, que já não é assim tão jovem, estando nos seus trinta anos, mas que se comporta como se ainda fosse adolescente. As presenças habituais em festas, discotecas e clubes noturnos de renome, deixaram-na praticamente sem nada. 

Os seus pais deserdaram-na devido ao seu problema comportamental e rebeldia, estando agora a viver numa casa quase em ruínas pertencente a um amigo de um amigo. Basicamente, a sua vida era apenas assegurada pelo pouco dinheiro que os pais de Hugo, o seu melhor amigo, ainda lhe davam e que este partilhava com Sophia.

Ao mesmo tempo, acompanhamos o divórcio de Dominic Mcguire, um realizador de documentários. Este, regressando de uma viagem de trabalho ao Perú chega a uma casa vazia. Não surpreendia, a sua (ex)mulher era capaz de tudo. Agora, já nem sabia o que tinha visto nela, lembrava-se do que o atraía nos primeiros tempos, mas não percebia como se apaixonou por alguém tão frio.

De novo à família Beaumont, Tilly, avó de Sophia e uma antiga estrela de Hollywood, encontra-se às portas da morte com um cancro nos ossos. O seu último desejo era reaver as pérolas que o seu pai lhe dera no dia do seu décimo oitavo aniversário, logo a seguir ao término da Segunda Guerra Mundial. 

Vai escrevendo cartas a Sophia, contando-lhe as suas memórias até ao momento em que o pai lhe deu essa gargantilha de pérolas. A anciã pretendia, além de se reaproximar da neta, convencê-la a iniciar uma busca pelo colar outrora perdido. Sophia e Hugo mergulham nessa missão de trazer à velha senhora a alegria de ver o seu mais preciso bem antes de morrer.

É-nos apresentada, ainda, a realidade das Amas, mergulhadoras japonesas de pérolas. Estas corajosas raparigas faziam-no sem qualquer equipamento, buscando as mais belas pérolas para vender e sustentar as suas famílias.

Acima de tudo, este é um livro sobre perseverança e vontade de viver. Ao princípio não entendemos como todas estas histórias se ligam, mas é isso que nos faz ficar desejosos de ler mais um pouco e compreender.

Impressionou-me a forma como a escritora descrevia todos os cenários que fomos encontrando ao longo da obra. É de uma verosimilhança incrível e, mesmo que, por vezes, sejamos confrontados com imagens fortes (da Segunda Guerra Mundial, por exemplo), a escrita não perde essa dimensão real. 

Não sei bem como descrever, mas achei esta obra extremamente terna, talvez pelo modo de escrita ou pelo próprio enredo... Somos compelidos a sentir uma enorme empatia pelas personagens, sonhando que estamos com elas e que as queremos ajudar, uma vez que são retratadas tantas situações em que ninguém vem ao seu auxílio.

Dito isto, neste livro, estão representados o melhor e o pior de um mundo. É desde o início, introduzida uma dicotomia entre o ambiente Beaumont e o das Amas, por exemplo, levando o leitor a perceber que, por detrás de todo aquele dinheiro, a alta sociedade pode não ser tão brava e destemida como as simples aldeãs de uma vila japonesa.

Aiko Watanabe, uma milionária mulher de oitenta anos, foi, sem dúvida a minha personagem preferida neste livro. Sofreu como ninguém e, apoiando-se nos antigos provérbios que a avó lhe costumava recitar, singrou na vida, atingindo a derradeira meta, a felicidade.

A Herança Perdida impressionou pela forma como histórias de tantas vidas acabaram entrelaçadas por causa de um simples colar de pérolas. Associado a esse acessório encontramos, como já disse, o melhor e o pior da sociedade: os gananciosos e a sua febre por dinheiro, os destemidos e a sua luta pela liberdade e os conformados trabalhadores de classe média-baixa. Mostrando que ninguém sobrevive sozinho e sem ajuda, vinda ela de onde vier, esta obra ficou guardada na minha memória pelas melhores razões!

Citação do Dia - 17/06/17

"É preferível praticar o bem a prometê-lo."


Quintiliano

sexta-feira, 16 de junho de 2017

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Romeu e Julieta

Uma tragédia que nunca esqueceremos...


Romeu e Julieta é, incontestavelmente, uma daquelas histórias que todos conhecem. Mesmo sem ter lido o texto original de William Shakespeare, provavelmente já ouviram falar desta tragédia, já leram resumos ou, até, já viram adaptações ao grande ecrã, algumas mais atuais e outras fieis ao enredo original.

Ora muito bem, hoje não vos venho falar dessa versão original que, muito provavelmente nunca me atreverei a ler.  Digamos que o texto dramático não me chama muito a atenção. Assim sendo, nada melhor do que uma adaptação em prosa desta obra intemporal.


Devo agradecer, em primeiro lugar, à editora Guerra e Paz, por me ter cedido, tão gentilmente, este livro, o segundo da coleção recente "Os Livros estão Loucos" - histórias "contadas tipo aos jovens". Caso queiram conhecer mais desta coleção, já li e publiquei, aqui no blogue, a minha opinião de Robinson Crusoé, de Daniel Dafoe.

Romeu Montéquio, um jovem pertencente a uma das famílias mais influentes de Verona, encontra-se (supostamente) apaixonado por uma rapariga. Assim, os seus amigos, para o tentarem livrar da nostalgia em que Romeu se encontrava, levam-no a uma festa de máscaras em casa da família Capuleto.

Ora, a rivalidade entre estas duas famílias durava à séculos e parecia não ter fim próximo. Relutante, Romeu aceita o convite dos seus companheiros, uma vez que, usando máscara, não seria reconhecido.

Paralelamente, acompanhamos a história de Julieta Capuleto, uma jovem de catorze anos com um pretendente a noivo. Páris, um bom fidalgo próximo do Príncipe de Verona, quer a sua mão em casamento. Por essa razão ia decorrer a tal festa de máscaras que vos falei. O pai de Julieta pensava que, se Páris a cortejasse, a sua filha casaria com ele de livre vontade.

Foi nessa noite que Romeu e Julieta se encontram. Primeiramente sem saber quem eram e a que famílias pertenciam, gostam um do outro, apaixonando-se em plena festa. Romeu foi reconhecido por Tebaldo, primo de Julieta, mas este não causa um escândalo a pedido do anfitrião, uma vez que o pobre Montéquio nada de mal fez.

Este amor improvável é mais forte do que inicialmente pensavam. Pretendem casar-se e, para isso, recorrem ao Frei Lourenço, amigo de Romeu para oficializar o casamento. Resta um problema: as suas famílias odeiam-se.

Como poderiam ser felizes um com o outro se a sua relação era repudiada pelos seus parentes mais próximos? 

Mais uma vez, esta história não vem sozinha, acompanhamos também, duas amigas que nos fazem companhia ao lê-la: a Vera e a Beatriz. Vera, a mais nova, está sempre a fazer perguntas e a realçar o caráter ridículo de algumas passagens do drama de Julieta e Romeu. Por exemplo, porque quereriam os pais de uma rapariga de catorze anos que ela casasse? Beatriz, Bé, explica-lhe que eram outros tempos e que muitas raparigas com essa idade já estavam casadas e eram mães.

Enfim, o diálogo destas duas amigas está ao serviço das diferenças entre o tempo da narração e o presente, conferindo um caráter cómico à obra e demonstrando o quanto as mentalidades mudaram. Adorei o facto de, por vezes, quando aparecia uma palavra mais "Elaborada", Vera recorresse ao dicionário do seu "tablet" para descobrir o significado, partilhando-o com o leitor.

Acho que a melhor vertente deste livro e de toda esta coleção é o facto de permitir ao leitor ter acesso a clássicos da literatura, que são, em regra, de leitura complexa, simplificados. Ou seja, é uma leitura leve e agradável de uma história que não perde o encanto.

O enredo é simplesmente lindo, um amor que não nasce das aparências, uma vez que usavam máscaras quando de conheceram, que supera o ódio das famílias e que faz tudo para que dê certo. Penso que já o referi, mas não faz mal repetir: esta é uma história intemporal, a qual já ouço falar há imenso tempo, apesar de antes deste livro, nunca a ter verdadeiramente lido, e a qual iremos, certamente, continuar a ouvir falar no futuro.

Cheia de simbolismo, a história, não só deste casal, mas de todos os que o rodeiam, promete ensinar muitas lições de vida com o seu desfecho. Todos, sem exceção, virão a arrepender-se de muitas das suas ações. Leva-nos a pensar que talvez devêssemos pensar melhor nas nossas atitudes, de forma a que, no futuro, não tenhamos arrependimentos.

Sem dúvida, o que mais me encanta neste livro é o seu aspeto. As letras "loucas", as frases tortas e as imagens coloridas conferem à obra uma dimensão quase mágica, capaz de maravilhar quem se aventure a passar a página e ler só mais um bocadinho.




Citação do Dia - 15/06/17

"Não quero que as pessoas sejam muito gentis; pois isso poupa-me o trabalho de gostar delas."


Jane Austen

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Citação do Dia - 14/06/17

Os homens dizem que a vida é curta, e eu vejo que eles se esforçam para a tornar assim.


Jean Jacques Rousseau

terça-feira, 13 de junho de 2017

O Vampiro Secreto

Uma escolha difícil...


Bem, lá volto eu com um livro de L. J. Smith, autora das sagas Os Diários do Vampiro e The Secret Circle. Desta vez, trago-vos o primeiro volume da saga O Mundo da Noite (Night World).


Se estiverem interessados em conhecer mais sobre algumas das obras desta autora, podem fazê-lo aqui no blogue, onde já publiquei várias opiniões acerca dos seus livros.

O livro de que vos vou falar hoje chama-se O Vampiro Secreto. Na minha opinião, não é um título que me agrade, é quase um cliché, mas a história, sem dúvida, compensa.

Poppy, uma jovem adolescente, leva uma vida totalmente normal. Vive com a mãe, com o seu padrasto e com o seu irmão gémeo, Phillip. O seu melhor amigo, James, é uma presença constante na sua casa, quer dizer, quando não está com uma das suas imensas namoradas. 

Um dia, ao levantar-se, a dor de barriga que a tem acompanhado nos últimos tempos agrava-se ao ponto de a deixar imobilizada no chão em frente à sua família e a James. A sua mãe, preocupada, decide que a situação durou tempo demais e leva Poppy ao médico.

Lá, como é costume no consultório de um médico, não lhe dizem quais são as suspeitas do mal que a assombra, apenas a mandam fazer mais testes. Quando, depois de os fazer, ninguém lhe conta nada, Poppy entreouve o médico a contar à sua mãe que ela tem cancro no pâncreas, uma forma rara e altamente mortal.

James, que, na realidade é um vampiro, descendente de uma das mais antigas famílias do Mundo da Noite, sem saber o que fazer, recorre aos seus pais e a uma bruxa, que nada lhe podem dar para ajudar Poppy. Este vê-se, agora, num dilema: Deverá transformar Poppy em vampira e quebrar três das mais importantes regras do seu mundo - não contar a um humano acerca da existência do Mundo da noite, não transformar um humano sem autorização dos anciãos e admitir o seu amor por Poppy, uma das mais graves ofensas?

Quando confronta Poppy com esta escolha, ela não sabe o que fazer, deverá simplesmente morrer, embora não seja a sua hora? Ou deverá aceitar a proposta de James e sujeitar-se a uma transformação na qual poderá também não sobreviver? 

Posso, desde já, dizer que este livro superou largamente as minhas espetativas, talvez por não ter a mente toldada por adaptações televisivas ou cinematográficas... No entanto, penso que não foi apenas disso, a qualidade, na minha opinião, deste livro, é superior à dos outros.

A linguagem é extremamente simples, uma vez que o mundo nos é apresentado por adolescentes. Nunca somos confrontados com visões adultas, mas sempre juvenis e interessantes. Gostei do facto de todas as personagens terem o seu próprio destaque: a maior parte do livro é narrado do ponto de vista de Poppy, mas também vislumbramos as impressões de James e de Phill em diversas situações.

A personagem mais intrigante é Ash, o primo de James que vem destabilizar ainda mais a vida de Poppy e praticamente a rapta. Ash é intrigante, manipulador, matreiro... Apenas tenho pena de termos visto pouco dele. No entanto, fiquei com a sensação de que ele vai ser uma personagem constante nos próximos livros.

Poppy é, no inicio, um pouco ingénua, mas vai aprendendo a lidar com as situações de uma forma incrível. Talvez a morte eminente a tenha feito crescer. Conseguimos ver um enorme desenvolvimento da personagem enquanto pessoa, o que é dá ao livro movimento, um caráter não estagnado.

Adorei o facto de esta escritora, autora de outras histórias com vampiros, conseguir criar um mundo novo. Tem a capacidade de se distanciar das outras realidades que criou e começar uma do zero. No Mundo da Noite os vampiros podem andar ao sol, não é benéfico, mas também não os mata, como em Os Diários do Vampiro, podem ter filhos e envelhecer até ao momento que decidem parar, apesar de ser possível transformar humanos e, esses sim, não envelhecerão mais.

Enfim, foi uma lufada de ar fresco. Apesar de tudo, talvez este seja o livro que mais gostei desta autora. É irreverente e em nada igual ao que estamos habituados!




Citação do Dia - 13/06/17

"Por vezes a falta de génio não é mais do que falta de coragem."


Johan Kellgren

segunda-feira, 12 de junho de 2017

domingo, 11 de junho de 2017

sábado, 10 de junho de 2017

Anjo Caído

Uma nova vida...


Anjo Caído é o primeiro livro da saga homónima. Nessa coleção existem outros três títulos: Tormento, Paixão e Êxtase.



Lauren Kate, a autora desta série literária nasceu em Dallas e vive, atualmente, em Los Angeles, Califórnia, com a sua família. 

Fallen (em Inglês) retrata o dia a dia de uma jovem aparentemente problemática. Luncida Price, a quem todos chamam Luce, desde muito cedo sofreu de alucinações (seriam apenas alucinações?).

No entanto, esta pensava que as sombras que a atormentavam tinham desaparecido. Até que um dia regressaram numa festa. Passeava com um rapaz num momento e no seguinte apenas se lembrava do fogo, de não o conseguir ajudar. Agora, todos pensavam que era a responsável pela morte de Trevor. Ela própria pensava ser a responsável, já que não se lembrava de nada.

Todos estes problemas assustam os seus pais, que a inscrevem num colégio interno para jovens problemáticos. Em Sword & Cross, Luce sente-se completamente deslocada. Era maluca, mas não perigosa, pensava ela.

O seu interesse pelo colégio desperta quando conhece Daniel Grigori, um enigmático e atraente rapaz que apenas a ignora. Luce sente que o conhece de algum lado, mas não sabe de onde. Tenta, por tudo, descobrir o que ele esconde, a razão de a tratar tão mal, o porquê de parecer querer afastar-se dela a todo o custo...

Ao mesmo tempo, Cam, outro atraente jovem de Sword & Cross, mostra o seu interesse por Luce. Esta, lisongeada, gosta da sua companhia, mas não deixa de pensar em Daniel e em como gostava que ele a tratasse como Cam. 

Envolvida em todo este drama adolescente, Luce apoia-se em Arriane, a sua primeira amiga naquele colégio, uma rapariga irreverente e um pouco lunática, e em Penn, a sua salvadora nos momentos mais difíceis na adaptação à escola nova. Penn era a única estudante naquele colégio que não era obrigada a lá estar, apenas não tinha mais para onde ir.

Penn e Luce têm como missão descobrir mais sobre daniel e o seu passado, de modo a compreenderem a sua maneira de ser. Estarão preparadas para o que poderão descobrir? Serão capazes de lidar com as alianças improváveis e as traições que estarão por vir depois de desenterrarem segredos há muito guardados?


Apesar de ler muito e gostar de muitas das minhas leituras, há muito tempo que não gostava tanto de um livro como de Anjo Caído. Pode ser apenas uma questão de ser um dos meus temas preferidos, não sei... Simplesmente adorei.

Não posso falar muito acerca da linguagem porque o meu exemplar é inglês (comprado na Awesomebooks). Não conheço a versão portuguesa, mas, em Ingês, posso dizer que se trata de uma escrita fluída, simples e deveras cativante. Sempre que parava de ler não podia deixar de me questionar acerca do que aconteceria de seguida.

Algo que me deixou impressionada, uma vez que não costumo apreciar este tipo de técnica, foi o facto de, quando a ação se torna interessante, ou seja, se atinge o ponto de máxima adrenalina, medo, paixão, coragem (...) nas personagens, o capítulo acaba e no seguinte ficam reservadas as respostas ao conflito anterior. Impressionou-me a maneira como a autora conseguiu "parar" exatamente no momento certo, deixando-me sempre com vontade de ler o próximo capítulo e, ao mesmo tempo, no caso de não o poder fazer nesse momento, dar asas à minha imaginação e pensar no que acontecerá a seguir.

O enredo é cativante e a escrita contagiante, quase conseguimos visionar as portas dos dormitórios de Sword & Cross só de ler as descrições que a autora faz das suas decorações. É incrível como ela consegue associar uma simples decoração de uma porta a uma personagem. Por exemplo, quando Luce para em frente a uma porta diferente de todas as outras, simplesmente pintada de preto, consegue, sem ler o nome lá escrito, perceber que pertence a Molly, a sua "arqui-inimiga".

Sou capaz de afirmar sem grande erro, pelo menos para mim, que este livro não teve partes aborrecidas, estagnadas ou enfadonhas, há sempre algo para Luce descobrir, entender ou sentir. Nunca somos confrontados com situações estagnadas ou desinteressantes.

Penso que a personagem de Daniel podia ter sido melhor desenvolvida. Sim, é uma personagem intrigante e complexa, mas não vimos o mundo pelos seus olhos. Por vezes gostaria de saber o que ele sente quando olha para Luce e como consegue agir com tamanha indiferença no início. Espero que nos próximos volumes possamos ver uma nova faceta desta personagem.

Anjo Caído é, certamente, um livro fantástico. Pretendo ler toda a coleção, uma vez que o primeiro volume me deixou totalmente espantada com a sua qualidade. Para quem gosta de Suspense e fantasia, este é um livro perfeito!

Citação do Dia - 10/06/17

"O verdadeiro mérito é como um rio: quanto mais profundo, menos ruído faz."


George Halifax

sexta-feira, 9 de junho de 2017

quinta-feira, 8 de junho de 2017

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Passatempo - "Insónia"

Uma história de roubar o sono...


Olá! Desta vez trago-vos um passatempo da editora 4 Estações/O Castor de Papel! O livro de hoje chama-se de Insónia e foi escrito por J. R. Johansson.





Ainda não tive oportunidade de ler esta obra, mas estou ansiosa. Mal o faça deixo-vos a minha opinião aqui no blogue. Entretanto, fica a sinopse: 



"Parker Chipp tem dezasseis anos e não dorme há quatro. Está pálido, tem olheiras, sente tremores e, por vezes, "apagões", não tendo qualquer memória sobre onde foi - e o que fez - durante esses períodos de tempo. Está, enfim, a chegar ao limite das suas forças.

É que, em vez de Parker dormir, todas as noites ele entra nos sonhos da última pessoa com quem teve contacto visual. Não compreende como esta sua maldição funciona, mas sabe que, se nada na sua vida mudar em breve, simplesmente morrerá. 

Até que conhece Mia. Os sonhos dela são belos e tranquilos, permitindo-lhe um repouso maravilhoso… e extremamente viciante. Mas aquilo que começou por ser um encontro fortuito torna-se uma verdadeira obsessão - o enorme desejo de Parker para ter aquilo de que precisa vai levá-lo a exceder todos os limites que nunca imaginou ultrapassar."
Parece interessante, não? Mal posso esperar! 

Se quiserem um exemplar deste livro podem habilitar-se a ganhar um ao participar neste passatempo. Basta seguirem as regras!
  • Preencher o seguinte formulário:


Se quiserem visitar a página da editora podem fazê-lo em http://www.castordepapel.pt/. Este passatempo estará aberto até dia 30 de junho de 2017, sendo apenas permitida uma entrada por pessoa. Apenas poderão participar pessoas residentes em Portugal continental e ilhas. 

Devo frisar que o blogue e a 4 Estações não se responsabilizam pelo possível extravio do prémio na transportadora. Apenas serão sujeitos ao sorteio os participantes que cumprirem todas as regras. 

O sorteio será aleatório, utilizando a plataforma Random.org e o vencedor será contactado por e-mail para a confirmação da morada de envio do prémio.


Boa Sorte!

Convite - O Castor de Papel


Citação do Dia - 07/06/17

"O viajante ainda é aquele que mais importa numa viagem."


André Suarés

terça-feira, 6 de junho de 2017

Citação do Dia - 06/06/17

"A nossa imaginação gera fantasmas que nos espantam durante toda a nossa vida."


Marquês Maricá

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Citação do Dia - 05/06/17

"Todo o progresso é precário, e a solução para um problema coloca-nos diante de outro problema."


Martin Luther King

domingo, 4 de junho de 2017

The Vampire Diaries - The Reunion

A grande batalha...


Caros leitores, hoje trago-vos a minha opinião de The Reunion ou, como já vi em algumas edições, The Dark Reunion, de L. J. Smith.


Lisa Jane Smith é conhecida por ter escrito três coleções de livros de fantasia: The Night World, The Secret circle e The Vampire Diaries.

Como podem ver aqui no blogue, já li e avaliei várias obras desta autora. Se estiverem interessados poderão ver as opiniões dos primeiros livros da série The Vampire Diaries em:



Se quiserem saber mais acerca de outra das coleções desta autora, The Secret Circle, podem fazê-lo em:



Em The Reunion acompanhamos aqueles que Elena deixou para trás: Bonnie, Meredith e Matt. Todos eles sofrem com a sua perda.

Caroline parecia querer fazer as pazes com as suas antigas amigas, por isso organiza uma festa surpresa para Meredith. Nada podia correr pior. Havia apenas 5 raparigas na pequena festa e algo de muito mau acontece a uma delas. Um mal terrível estava de novo à solta em Fell's Church.

Bonnie tem tido sonhos com Elena, que lhe pede para convocar ajuda. Primeiramente não sabiam quem chamar, mas depois lembraram-se da única pessoa que o poderia fazer: Stefan, o namorado de Elena. 

Como era de esperar, Stefan não veio sozinho. Damon, o seu irmão mais velho acompanha-o, apesar das suas objeções. Estaria este mudado, pronto para ajudar os seus "amigos" a enfrentar o terrível mal que assombrava a cidade? 


Foi quase um choque perceber que este livro, o quarto da série, não começou exatamente onde o terceiro terminou. Tinham-se passado meses. Já não senti aquele choque ao não me lembrar em que cenário tinham ficado as personagens no último livro. Apenas tive de me lembrar de um dos últimos acontecimentos (como poderia esquecê-lo?): a morte de Elena. A sua verdadeira morte, não a transformação em vampira.

Isto, certamente, é um ponto positivo para este livro. Fugiu à "maldição" que cobria os outros três desta série e mesmo os da saga The Secret Circle que já tive a oportunidade de ler. 


Penso que a abordagem do "grande mal" que andava à solta pela cidade já está um pouco, bem... "Gasta". O último volume começou também assim, viemos a descobrir quem era esse mal: Katherine, o primeiro amor de Stefan e Damon. Penso que este outro "mal" poderia ter-nos sido apresentado de uma maneira diferente, para não se assemelhar tanto aos episódios que envolveram Katherine.

Apesar de alguns pormenores serem um pouco previsíveis, outros foram totalmente inesperados. Gostava de vos poder contar e desvendar todos estes segredos e intrigas, mas onde estava a piada nisso? Posso apenas dizer-vos que o mal vem de onde menos esperamos e, por vezes, a bondade também.

Meredith impressionou pela sua calma e bravura. A personagem sofre em silêncio, sem nunca dar a entender o que, na realidade sente. No entanto, neste livro, revela muito acerca de si mesma e da sua história, podendo ajudar os seus amigos a derrotarem o inimigo. Agora ficamos a saber o porquê da sua calma, da sua quase "passividade" em relação aos acontecimentos. 

O final espantou com a sua imprevisibilidade. Não estava nada à espera daquele desenlace. Agora resta a questão, que acontecerá a seguir? Bem, terei de ler o próximo livro para descobrir!